Minha bateria viciou e não segura mais carga. Não é nem um pouco incomum de se ouvir esta frase. Tempos atrás era época das baterias de chumbo, e é por causa delas muitas pessoas, até hoje, têm medo de utilizar a bateria de seu notebook para não “viciar”, assim chamado, que em poucas palavras remete ao fato da bateria não segurar mais carga como “antigamente”.

Com a chegada das baterias de íons de lítio, hoje presentes massivamente nos dispositivos móveis, incluindo celulares, smartphones e notebooks, isto virou coisa que podemos dizer do passado, mas que não há muito conhecimento sobre. Ao contrário das de chumbo, o lítio não cristaliza, que era o que causava a grande perda de capacidade de armazenamento de energia, se assim podemos chamar, com o passar do tempo de uso.

Também não é mentira que, mesmo não cristalizando, baterias de íons de lítio perdem sua capacidade. Entretanto, essa perda é simples de ser minimizada e, dependendo do uso, até quase que erradicada.

Baterias deste tipo possuem ciclos de vida, ou, em outras palavras, um limite variável de descargas completas (apenas, cargas não conta).  Assim, o segredo para uma durabilidade maior está aqui: não deixar descarregar por completo. Quando o Windows solicitar que seja conectado à uma fonte de energia o faça.

“Mas eu tenho uma bateria de lítio, não a tiro do pc quando tenho eletricidade e a autonomia é menor do que tinha quando a bateria era nova…”. O problema neste caso não é o mau uso. Estima-se que uma bateria tem uma duração de mais ou menos de 3 anos. Logo, ela tanto se pode estragar por estar no portátil como por estar fora dele, independente de um ou de outro.

Um dos cuidados que devemos ter é, se guardarmos o portátil por mais de 6 meses (por mais que isso seja praticamente impossível de acontecer, cá entre nós), devemos deixar a bateria descarregar cerca 50% e depois tira-la. Se ele tiver sempre ligado à corrente, deixamos descarregar pelo menos 50% da bateria de vez em quando, e recarregar outra vez.

E por falar em deixar sempre ligado à corrente, aqui mora outro mito. Quando a bateria chega em 100% de sua carga, ela simplesmente é “desativada” pelo computador. Em suma, o equipamento passa a utilizar a energia apenas da fonte, ficando a bateria, neste momento, apenas como um nobreak, em simples palavras. Não há problema nenhum em se fazer isso, é, inclusive, mais recomendável do que ficar tirando e a recolocando, podendo danificar os conectores ou algo mais, se estiver ligado o computador.

Dito isto, finalizo com um mito reprovado. Já foi verdade, não há como negar, mas nos dias atuais não passa de um mau uso ou, em raras exceções, azar do usuário.

Fonte: TechNow

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