Archive for fevereiro, 2011

Dica – Procedimentos incorretos no cabeamento de rede com par trançado

Procedimentos incorretos no cabeamento de rede com par trançadoOs cabos de rede local mais comuns hoje em dia são aqueles chamados de “par trançado não blindado”, geralmente na cor azul ou cinza claro. Eles costumam ser chamados por sua abreviação em inglês, “UTP”, termo que é uma abreviação de “Unshielded Twisted Pair”. Este tipo de cabo, mostrado na figura à esquerda, é um dos fatores que possibilitaram a simplificação do processo de implantar uma infra-estrutura de rede local de computadores. Devido à sua natureza de interligar ponto a ponto, o cabo UTP facilitou não apenas a instalação mas também a manutenção das redes. Com ele ficou fácil diagnosticar problemas referentes ao cabeamento pois é possível isolar cada um dos segmento das redes, já que cada um deles conecta uma estação da rede a um equipamento ativo (switch ou roteador). Basta ir testando segmento por segmento até achar o “culpado”. Além disso, se um determinado computador não está conseguindo se conectar a rede por causa do cabeamento, o problema fica restrito aquele segmento de cabo que o interliga a um outro dispositivo ativo.

O cabo UTP é de fácil conectorização e baixo custo de aquisição, se comparado às outras opções como os cabos blindados e a fibra ótica. Em relação às redes wireless, tão comuns atualmente, o cabo de par trançado oferece estabilidade e velocidades muito maiores (até 10 Gbps).

Porém, a aparente simplicidade dos cabos UTP esconde a necessidade de que tenhamos cuidados básicos na sua implantação. O que mostraremos aqui são os enganos e erros mais comuns cometidos na instalação de cabos UTP e o que isso pode acarretar.

Erro nº 1 — Fio rígido versus flexível
Os fios que constituem um cabo par trançado podem ser do tipo rígido ou do tipo retorcido. O tipo retorcido, também chamado de flexível, é formado pelo entrelaçamento de vários fios finos. Já o tipo rígido é constituído de um só fio. Outra característica que diferencia os dois tipos é que o rígido é mais sensível a deformações mecânicas.

Certo, mas o que tem de errado nisso? Como a maioria dos cabos UTP possui fios do tipo rígido devemos tomar alguns cuidados quando fizermos o seu lançamento nas estruturas de passagem. Além disso, muitos instaladores, por economia, compram os cabos mais baratos que encontram e estes geralmente são muito rígidos e de material vagabundo, o que aumenta muito as chances de ocorrerem problemas.

Erro nº 2 — Cabo esmagado
Procedimentos incorretos no cabeamento de rede com par trançadoÉ muito comum vermos cabos sendo esmagados por terem sido instalados sem uma estrutura de passagem adequada como, por exemplo, para atravessar uma porta ou janela. Este é um problema típico resultante da falta de previsão para uma na passagem de cabo de um andar para o outro ou de uma sala para outra.

Esta situação faz com que no ponto de estrangulamento o cabo sofra alterações nas suas características físicas (deformação mecânica) e elétricas (problemas de diferença de impedância). Isto causará um aumento de problemas como perda de retorno (“return loss”) e atenuação (perda de inserção). O adequado nestes casos é planejar e providenciar uma estrutura de passagem adequada, usando protetores e eletrodutos para o cabo.

Erro nº 3 — Cabo passando numa área de circulação
O computador mudou de lugar e logo alguém temProcedimentos incorretos no cabeamento de rede com par trançadoaquela bela idéia de passar o cabo cruzando a área de circulação de pessoas. Para “organizar” o cabeamento algum otimista coloca fita crepe protegendo o cabo, achando que isto vai protegê-lo. Este erro tem dois problemas bem fáceis de perceber. Primeiro o cabo vai ser constantemente pisoteado, e além disso as pessoas que circulam nesta área correm o risco de tropeçar no cabo e cair, mesmo com a “providencial” fita crepe. Vale aqui o mesmo que foi dito sobre cabo esmagado: as características físicas e elétricas do cabo serão afetados e o sinal de rede que é transportado pelo cabo sofrerá mais interferências.

Erro nº 4 — Cabo passando sem proteção em área externa
Este problema muitas vezes está associado à questão do cabo esmagado ao passar por portas e janelas. Os incautos passam cabos pelo lado externo da edificação sem nenhuma proteção contra a ação da chuva e do sol.Procedimentos incorretos no cabeamento de rede com par trançado A princípio não existe problema em passar um cabo pelo lado externo da edificação, desde que haja uma estrutura de passagem adequada. Porém, o que vemos são cabos passados de qualquer jeito e sem nenhuma proteção. O que vai acontecer com estes cabos é um ressecamento prematuro da capa pela ação do tempo.

Por isso, se precisar passar um cabo pelo lado externo, o correto é fazer uma estrutura de passagem que providencie uma saída organizada dos cabos e um caminho até a sua entrada novamente na edificação, usando eletrodutos e caixas de passagem e inspeção. Nada de cabos que saem pelas frestas da janela e seguem sem proteção pelo lado de fora do prédio. Novamente o que motiva este erro de instalação é a falta de planejamento de passagem de cabos entre andares ou até mesmo entre salas de uma edificação.

Erro nº 5 — A questão da vaselina, detergente, talco…
Como a maioria das edificações foi feita sem pensar nos cabos de rede, estes precisam passar por qualquer eletroduto ou buraquinho disponível. Freqüentemente passam junto com a fiação de telefone ou antena de TV ou até, infelizmente, junto da própria fiação elétrica.

O simples fato do cabo de rede passar junto com estes outros dispositivos não significa necessariamente um problema, pois a própria construção do cabo e o arranjo elétrico dos sinais foi todo projetado justamente para diminuir a interferência que possa ser gerada pelos campos eletromagnéticos que são gerados por diversos dispositivos e cabeamentos.

O grande problema de aproveitar estas passagens para o cabeamento de rede é que existem curvas e eletrodutos inadequados para ele, até porque esses eletrodutos já devem estar lotados e o cabo de rede tem que passar “espremido” no meio dos outros.

Isto leva o instalador a colocar bastante força para conseguir passar o cabo de rede, o que pode danificar sua estrutura mecânica. O resultado é a perda de sinal e pode deixar a rede com funcionamento intermitente, devido a algum componente interno danificado.

Alguns instaladores passam vaselina ou detergente para diminuir a força necessária para puxar os cabos de rede pelos eletrodutos, mas esta prática é bastante discutível. A vaselina e o detergente são componentes químicos que podem reagir com o isolamento do cabo, novamente diminuindo sua eficiência e durabilidade. O ideal seria passar algum componente neutro como, por exemplo, grafite em pó ou produtos adequados para condutores elétricos.

Erro nº 6 — Cabo muito esticado
Um erro comum encontrado nas instalações de cabeamento é achar que cabo “organizado éProcedimentos incorretos no cabeamento de rede com par trançadocabo esticado”. O esticamento acima de certo limite gera deformações mecânicas que causam problemas para a passagem do sinal de rede. Um cabo esticado sofrerá deformações pois será pressionado contra quinas e curvas das estruturas de passagem. Além disto cabos esticados na área de trabalho vão forçar as conectorizações e acabam gerando problemas de mau contato elétrico. Num cabeamento bem feito o cabo não fica muito esticado nem faz curvas bruscas e está bem organizado em caixas de passagem.

Erro nº 7 — A questão da “sobra técnica”
Outro equívoco cometido em algumas instalações é apelidado de “sobra técnica”. O que é isso? Com receio de que o cabo não alcance a estação após uma mudança de lay-out, o instalador deixa uma sobra de cabo. Na figura ao lado vemos um exemplo deste problema. O que motiva a deixar este resto de cabo é, novamente, o velho problema da falta de um projeto de infra-estrutura de cabeamento. O correto é projetar e instalar diversos pontos de rede na área de trabalho. Caso um computador precise mudar de posição ele será atendido por outro ponto de rede.

Ao invés de deixar os cabos pendurados, o certo é utilizar um conector adequado em cada tomada de parede, e ligar o computador a este conector usando um “Patch Cord”. Este é um cabo de rede que usa o mesmo tipo de par trançado, só que é feito de materiais especiais que o tornam bem flexível e maleável e muito menos sujeito a se danificar.

Conclusão

O objetivo deste artigo não é criticar o trabalho de nenhum instalador de cabeamento. Sabemos que muitos destes problemas surgem da correria do cotidiano e da necessidade de sanar falhas de projeto, mas precisamos saber as implicações que estes procedimentos podem gerar. E precisamos também cada vez mais buscarmos nos qualificar para melhor prestarmos nossos serviços.

Fonte: Revista PNP

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Dica – Você sabe quando é que um micro precisa realmente ser formatado?

formatar ou naoÉ preciso entender que um micro raramente precisa ser formatado, a não ser que seja uma máquina de teste onde se instala tudo quanto for programa que aparecer pela frente – o que é uma verdadeira mania para muitas pessoas – ou então se for um computador usado para procurar software pirata ou material pornográfico. Mas, nestes casos extremos, é melhor fazer uma instalação completa e torná-la padrão. Com isto, basta fazer um clone da mesma para recuperar o micro quando for preciso.

Outra saída para quem instala muitos aplicativos é utilizar programas como o Deep Freeze, que restaura o micro à uma configuração padrão toda vez que o micro for ligado, por isto ele é muito usado nas lan houses.

Fora estes casos extremos, no uso normal um micro com Windows pode ser usado por anos a fio sem necessidade de reinstalação do Windows, desde que o usuário tome um mínimo de cuidados. Quando um micro apresenta problemas, na grande maioria das vezes eles podem ser corrigidos com práticas de manutenção.

Esta tradição de formatar o micro com Windows no primeiro sinal de erro ou de instabilidade surgiu nos tempos em que o Windows 98 estava saindo de linha e o Windows XP estava começando a cair no gosto dos usuários. Estamos falando do início dos anos 2000, quando durante alguns anos os micros com Windows foram presa fácil dos vírus e congêneres. A própria mudança da linha 98 (que era originária do MS-DOS) para a linha 2000/XP (que era originária do Windows NT) gerou uma série de incompatibilidades. Foi uma época de grandes mudanças de tecnologia no hardware, o que levou a mais problemas. Como o Windows ainda era leve e fácil de instalar, muitas pessoas preferiam ir logo formatando o micro quando aparecia qualquer problema, era mais fácil do que ficar procurando a solução.

Mas, historicamente falando, a Microsoft reagiu com energia ao lançar o SP2 para o Windows XP, que transformou radicalmente o produto. Era praticamente um outro sistema operacional, e foi tão bom que o Windows XP com SP2 reinou soberano de 2004, quando saiu o SP2, até 2009, quando saiu o Windows 7 que realmente mostrou-se uma alternativa viável ao Windows XP e que iniciou então uma onda de substituição do Windwows XP pelo Windows 7.

Fato é que o Windows XP com SP2 e SP3 e seus sucessores, como o Vista e o Windows 7, são muito mais estáveis e seguros que seus antecessores, estando bem menos sujeitos a invasões por malware. Suas instalações podem ser usadas tranquilamente durante anos, salvo as exceções que explicamos acima, e desde que tomando um mínimo de cuidados como não entrar em sites suspeitos e não abrir qualquer email que lhe apareça pela frente.

Mas para resolver o problema de lentidão do Windows sem formatar aconselhamos utilizar alguns programas que nós da Desmonta&CIA costuma utilizar como ferramenta de trabalho que são o MV RegCleaning, Auslogics Boost Speed, PCmover, acessar o Msconfig do próprio windows e desabilitar serviços e programas que iniciam assim que o computador é ligado(aqueles que ficam na bandeja do sistema ao lado do relógio), limpar o cooler e a placa dissipadora da poeira que acumula com o passar do tempo de uso é importante e trocar a pasta térmica do processador pois ela resseca devido ao calor que é submetida. Atualize seus drivers para que o PC fique mais confiável e rápido, use também o System Explorer que é um utilitário gratuito que exibe informações detalhadas sobre processos em execução, assim poderá encontrar algum processo suspeito que poderá ser um vírus, execute o anti-vírus com a sua dat atualizada para pegar possíveis vírus. Parece trabalhoso tudo isso mas nós garantimos, é mais fácil do que ter que reinstalar tudo, correr atrás dos drivers e dos programas novamente e no mais, a maquina fica melhor do que se tivesse formatado. Palavra de quem esta acostumado com essas ferramentas.

Fonte:Desmonta&CIA

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Notícia – Falso antivírus se faz de AVG para enganar usuários

Programa detecta vírus que não existem no sistema para forçar a vítima a comprar a licença e obter a “solução”.

Uma nova versão do falso antivírus FakeXPA engana o usuário e simula a interface gráfica do AVG 2011. A descoberta foi feita pelo Centro de Proteção de Malwares da Microsoft nesta segunda-feira (31).

O programa fraudulento identifica códigos maliciosos que na realidade não existem no PC da vítima e em seguida cobra do usuário para poder “solucionar” o problema. A semelhança com o antivírus da AVG vai do logotipo às janelas do programa – semelhança que poderia render aos criadores do software processos por uso indevido da marca.

Segundo um estudo do Google apresentado em um seminário na Califórnia, os falsos antivírus representam 15% dos softwares maliciosos na web e são distribuidos por mais de 11 mil sites. Os programas oferecem licenças de uso por preços convidativos e até suporte on-line para enganar as vítimas. Um levantamento do FBI apontou que golpistas desse ramo faturaram 150 milhões de dólares em 2009.

Diferentes softwares fraudulentos são encontrados toda semana por especialistas, mas é a primeira vez que o golpe faz uso do logotipo de um programa legítimo.

AVGCFAKE

Fonte:Desmonta&CIA

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